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A história do CMA teve início há cerca de 12 anos, quando a federada paulista da Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura - SMBA (até então a única entidade representativa dos médicos do país), resolveu, por conta de desavenças eleitorais, se desfiliar e fundar a Associação Médica Brasileira de Acupuntura - AMBA.
Dois anos depois, ou seja, há mais ou menos 10 anos, por solicitação da SMBA, a AMB convocou o seu Conselho de Especialidades para apreciar qual das duas entidades deveria representá-la perante os médicos acupunturistas do país. Por unanimidade venceu a SMBA. Passados cerca de 10 dias, o presidente da AMB informou que alguns problemas haviam acontecido no processo eleitoral e que precisaria iniciar um processo de diálogo, visando um futuro entendimento. Depois de vários encontros e muitos debates, acabou sendo anulada a assembléia realizada e proposta a criação do Colégio Médico de Acupuntura. A diretoria seria composta por 8 membros, sendo 4 de cada sociedade, onde cada presidente teria assento no Conselho de Especialidade da AMB. A proposta acabou sendo aceita e tal situação perdurou até o ano de 2007, apesar de nunca se terem dissolvido as diferenças entre os dois grupos (SMBA - AMBA). A atual gestão da AMB julgou que esta situação não deveria continuar e acabou decidindo por uma eleição, a partir da qual vigoraria para o CMA uma diretoria única e eleita por voto direto de seus associados.
Foram lançadas duas chapas. Após um longo período de campanha, aconteceu no dia 02 de março a eleição que foi realizada concomitantemente em 26 estados, perfazendo um total de 52 urnas. Tudo transcorreu sem anormalidades. No dia 12 do mesmo mês, aconteceu reunião na sede da AMB para leitura das atas e abertura das urnas. O presidente da Comissão eleitoral, Dr. Luc Louis Maurice Weckx, informou acerca de um problema ocorrido na urna localizada no CREMESP de Vila Mariana, onde a mesária, por não estar devidamente informada de alguns detalhes das regras eleitorais, havia permitido o voto de três eleitores não relacionados na lista oficial e que esse problema só poderia ser resolvido administrativamente, com o consenso de ambas as chapas, caso contrário a situação passaria ao jurídico. Várias opções foram apresentadas: anulação da urna, anulação de três votos da chapa mais votada, entre outras. A chapa Novos Tempos se dispôs a aceitar qualquer uma das sugestões, já a chapa concorrente insistia na tese da anulação das eleições. Depois de muita conversa, e acatando o parecer do seu departamento jurídico, o Dr. Luc resolveu anular as eleições. Inconformada com a decisão, a Chapa Novos Tempos resolveu recorrer à via judicial. Decorridos oito longos meses, a justiça se posicionou a favor da solicitação da chapa recorrente e mandou abrir as urnas. A apuração revelou a vitória da Chapa Novos Tempos por expressiva margem de votos.
Embora a história do CMA tenha sido até então pontuada por disputas e desavenças, para nós, que hoje fazemos a diretoria do Colégio Médico de Acupuntura, a sua história começa aqui, agora. O ano zero da acupuntura médica, um novo momento de entendimento, crescimento e harmonia, onde conclamamos a participação de todos, no sentido de que, unidos, possamos viver um novo momento e escrever uma nova história.